À Volta
Entre casas caiadas, terra vermelha e o Atlântico sempre presente no horizonte, a Costa Vicentina revela-se.
Entre casas caiadas, terra vermelha e o Atlântico sempre presente no horizonte, a Costa Vicentina revela-se.
Na Aldeia da Pedralva, o tempo recupera um ritmo antigo e o olhar estende-se sobre um território selvagem, moldado pelo vento, pelo mar e pela vida rural que aqui resistiu. A nossa localização privilegiada, no coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, convida a descobrir, com tranquilidade, tudo o que esta região tem para oferecer à sua volta.
Na Aldeia da Pedralva, o tempo recupera um ritmo antigo e o olhar estende-se sobre um território selvagem, moldado pelo vento, pelo mar e pela vida rural que aqui resistiu. A nossa localização privilegiada, no coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, convida a descobrir, com tranquilidade, tudo o que esta região tem para oferecer à sua volta.
A aldeiaQUE RENASCEU
Situada no concelho de Vila do Bispo, entre Carrapateira e a própria Vila do Bispo, a Pedralva é uma aldeia rural com referências que remontam pelo menos ao século XVIII. Ao longo do século XX, o êxodo para as cidades foi esvaziando as suas ruas, e nas últimas décadas restavam apenas nove habitantes, num punhado de casas em avançado estado de ruína.
Em 2006, um projeto de recuperação urbana devolveu-lhe a vida. Ao longo de dois anos, foram negociadas e adquiridas dezenas de casas junto de mais de duzentos proprietários e herdeiros espalhados por Portugal e pela Europa, com o compromisso de reconstruir cada uma delas segundo a traça original, usando técnicas e materiais tradicionais da região. Hoje, a aldeia conta com casas de campo restauradas, muitas delas batizadas com os nomes das praias mais belas da costa vicentina, ruas de calçada estreita a acompanhar a encosta e uma antiga escola primária que testemunha a história do lugar. Caminhar por Pedralva é caminhar por uma aldeia genuinamente algarvia, devolvida à vida sem perder a sua alma.
Em 2006, um projeto de recuperação urbana devolveu-lhe a vida. Ao longo de dois anos, foram negociadas e adquiridas dezenas de casas junto de mais de duzentos proprietários e herdeiros espalhados por Portugal e pela Europa, com o compromisso de reconstruir cada uma delas segundo a traça original, usando técnicas e materiais tradicionais da região. Hoje, a aldeia conta com casas de campo restauradas, muitas delas batizadas com os nomes das praias mais belas da costa vicentina, ruas de calçada estreita a acompanhar a encosta e uma antiga escola primária que testemunha a história do lugar. Caminhar por Pedralva é caminhar por uma aldeia genuinamente algarvia, devolvida à vida sem perder a sua alma.
As praias DA COSTA VICENTINA
A poucos minutos de Pedralva, a Costa Vicentina oferece algumas das praias mais espetaculares e menos domesticadas de Portugal. Junto à vizinha Carrapateira, a Praia da Bordeira estende-se por mais de dois quilómetros de areal amplo, ladeada por dunas e falésias de xisto escuro, enquanto a Praia do Amado, virada a sul, é palco de provas internacionais de surf e ponto de encontro de surfistas de todo o mundo durante o ano inteiro. Entre as duas praias, o trilho circular do Pontal da Carrapateira, com cerca de dez quilómetros, percorre arribas, dunas e vegetação rasteira, revelando aves marinhas e paisagens que mudam a cada curva. Esta secção integra o Trilho dos Pescadores, parte da Rota Vicentina, um dos percursos costeiros mais aclamados da Europa, que liga mais de duzentos quilómetros de costa entre o Alentejo e o Algarve por antigos caminhos de pescadores. Para quem procura o mar em estado bruto, sem urbanizações nem multidões, esta é a sua porta de entrada mais próxima.
Sagres e o Cabo de São Vicente O FIM DO MUNDO
A cerca de vinte minutos de Pedralva fica Sagres, e a poucos quilómetros dali, o Cabo de São Vicente, o ponto mais a sudoeste da Europa continental. Os romanos chamaram-lhe Promontorium Sacrum, o promontório sagrado, e acreditavam que ali terminava o mundo conhecido e começava o domínio dos deuses. Até ao século XV, esta crença persistiu, até que o Infante D. Henrique, o Navegador, se instalou na região para planear as expedições marítimas que dariam início à Era dos Descobrimentos portugueses.
Hoje, o farol do Cabo de São Vicente, um dos mais potentes da Europa, continua a vigiar a passagem de navios entre o Mediterrâneo e o Atlântico Norte. Ao entardecer, as falésias incendeiam-se de laranja e o sol parece maior e mais lento a mergulhar no oceano, um espetáculo que atrai visitantes de todo o mundo e que, vindo de Pedralva, está a poucos minutos de distância.
Hoje, o farol do Cabo de São Vicente, um dos mais potentes da Europa, continua a vigiar a passagem de navios entre o Mediterrâneo e o Atlântico Norte. Ao entardecer, as falésias incendeiam-se de laranja e o sol parece maior e mais lento a mergulhar no oceano, um espetáculo que atrai visitantes de todo o mundo e que, vindo de Pedralva, está a poucos minutos de distância.
Lagos HISTÓRIA, MAR E VIDA ANIMADA
A cerca de trinta minutos de carro de Pedralva fica Lagos, uma das cidades históricas mais vibrantes do Algarve. O seu centro, ainda cercado por muralhas do século XIV, guarda ruas de calçada portuguesa, a Igreja de Santo António com o seu interior barroco dourado, e memórias, também dolorosas, da Era dos Descobrimentos: foi aqui que partiram algumas das primeiras expedições marítimas portuguesas, e é também aqui que uma placa recorda o local do primeiro mercado de escravos da Europa.
À beira-mar, o Forte da Ponta da Bandeira, do século XVII, guarda a entrada da baía, e a marina enche-se de vida ao final da tarde, com bares e restaurantes voltados para os barcos ancorados. Mas é na costa, a poucos minutos a pé do centro, que Lagos mais se revela: a Ponta da Piedade, um labirinto de falésias douradas, grutas e arcos esculpidos pelo mar, pode ser explorada a pé, de caiaque ou em pequenos passeios de barco. Nas imediações, a Praia de Dona Ana e a Praia do Camilo, pequenas enseadas de areia dourada emolduradas por rochas ocre, estão entre as mais fotografadas de Portugal, enquanto a Meia Praia, do outro lado do rio, se estende por quase seis quilómetros para quem procura mais espaço.
Entre o centro histórico, a vida de marina e as suas praias de cartão-postal, Lagos é o complemento perfeito a um dia mais tranquilo em Pedralva, sem nunca ficar longe de casa.
À beira-mar, o Forte da Ponta da Bandeira, do século XVII, guarda a entrada da baía, e a marina enche-se de vida ao final da tarde, com bares e restaurantes voltados para os barcos ancorados. Mas é na costa, a poucos minutos a pé do centro, que Lagos mais se revela: a Ponta da Piedade, um labirinto de falésias douradas, grutas e arcos esculpidos pelo mar, pode ser explorada a pé, de caiaque ou em pequenos passeios de barco. Nas imediações, a Praia de Dona Ana e a Praia do Camilo, pequenas enseadas de areia dourada emolduradas por rochas ocre, estão entre as mais fotografadas de Portugal, enquanto a Meia Praia, do outro lado do rio, se estende por quase seis quilómetros para quem procura mais espaço.
Entre o centro histórico, a vida de marina e as suas praias de cartão-postal, Lagos é o complemento perfeito a um dia mais tranquilo em Pedralva, sem nunca ficar longe de casa.
Secção de destaque A EXPERIÊNCIA
Numa aldeia com vida, o tempo tem outro ritmo
Ficar na Aldeia da Pedralva é instalar-se dentro da própria história que se conta sobre ela: uma casa de campo genuína, entre outras casas com nomes de praias, ruas estreitas de calçada e uma comunidade que voltou a existir depois de quase desaparecer.
O restaurante Sítio da Pedralva, ponto de encontro da aldeia, e o seu café central reúnem quem visita e quem vive por perto, enquanto lá fora o silêncio só é interrompido pelo vento vindo do Atlântico. A poucos minutos de carro estão as praias da Bordeira e do Amado, a vila de Vila do Bispo e o próprio Cabo de São Vicente.
Mas o mais especial é o que está mesmo à porta: uma aldeia inteira devolvida à vida, e a Costa Vicentina, selvagem e intacta, a estender-se à sua volta.
Ficar na Aldeia da Pedralva é instalar-se dentro da própria história que se conta sobre ela: uma casa de campo genuína, entre outras casas com nomes de praias, ruas estreitas de calçada e uma comunidade que voltou a existir depois de quase desaparecer.
O restaurante Sítio da Pedralva, ponto de encontro da aldeia, e o seu café central reúnem quem visita e quem vive por perto, enquanto lá fora o silêncio só é interrompido pelo vento vindo do Atlântico. A poucos minutos de carro estão as praias da Bordeira e do Amado, a vila de Vila do Bispo e o próprio Cabo de São Vicente.
Mas o mais especial é o que está mesmo à porta: uma aldeia inteira devolvida à vida, e a Costa Vicentina, selvagem e intacta, a estender-se à sua volta.